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Valorize os seus Pontos Fortes e não dê tanto Ênfase aos seus Pontos Fracos

 Como explicar que não terminei o curso superior? Como superar a falta do inglês? E o que dizer sobre os dois anos que fiquei afastado do mercado de trabalho?
 
 Dúvidas como estas permeiam as cabeças de muitos profissionais, já que, quase todos, em maior ou menor grau, apresentam algumas falhas na carreira.


 E alguns entrevistadores incluem esta questão nas entrevistas. Pedem para o candidato listar quais as suas características mais marcantes e quais os seus pontos fracos. Quando o entrevistador pergunta sobre os pontos positivos ele quer saber, sob o seu ponto de vista, qual é o seu diferencial, ou seja, o que tem de interessante que possa ser de substancial importância para a vaga e para a empresa. É recomendável utilizar essa questão a seu favor, fazendo o seu marketing pessoal. Liste anteriormente quais as suas características mais positivas, principalmente aquelas relacionadas com o seu trabalho.

 "Numa entrevista de emprego, as duas partes vão estar no seu melhor momento. Tanto a empresa quanto o entrevistado vão querer mostrar o melhor de si, daí a importância de mostrar com clareza as suas competências e os resultados que conseguiu atingir". Por isso, é importante que não tenha medo de falar sobre as suas qualidades, achando que vai parecer pretensão da sua parte. Se não as apresentar ou se falar com pouco entusiasmo delas, poderá não despertar interesse no entrevistador. Na realidade, a forma como fala é, muitas vezes, mais importante do que as próprias características que cita.

 Mas e os pontos fracos? "Só toque no assunto se o entrevistador perguntar e, mesmo assim, com muita cautela". Na maioria das vezes, os candidatos acabam por mencionar pequenos defeitos que todos nós temos, nada que possa eliminá-lo do processo. Pode dizer que não gosta de rotina, é muito perfeccionista ou mesmo tende a ser impulsivo nas suas atitudes. O importante é mostrar que identificou um defeito e que encontrou formas de lidar com ele. "Isso demonstra que não é um super-homem e reconhece as suas limitações, mas ao mesmo tempo não vai apresentar nenhum grande problema para a empresa".


 Relativamente aos pontos fracos, também é muito importante a forma como os coloca. Melhor do que lhes chamar de "defeitos", que parecem características negativas e inflexíveis, que não mudam em hipótese alguma, uma sugestão é utilizar o termo "Pontos a Desenvolver". "Colocando desta forma, seja qual for o ponto que citar, deixará claro, em primeiro lugar, que está consciente das suas lacunas, que não é perfeito e tem alguns pontos que precisa melhorar. Em segundo lugar, mostrará que procura não deixar que isso atrapalhe o desenvolvimento das suas actividades, tentando lidar com elas da melhor forma possível e procurando melhorar sempre".

 Os pontos fracos não precisam de ser sublinhados no currículo. Se não concluiu o curso superior, por exemplo, não precisa colocar esta informação no topo da página, chamando a atenção do entrevistador justamente para o que não tem – o curso completo. Uma dica é destacar todas as características positivas da sua carreira anterior, deixar essa informação para o final e colocar algo como "Estudei Psicologia na…". Você não diz que se licenciou – não mentiu – mas também não coloca a ausência do curso com todas as letras. Esta táctica também pode ser usada na entrevista.

 Claro, será necessário fazer uma reflexão sobre todos esses pontos antes da entrevista. "O principal é demonstrar que se conhece e que sabe exactamente em que sentido as suas características serão positivas para a empresa. Sabe também como não deixar que o que não é tão positivo o atrapalhe”.





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